Atendimento

A Educação nunca teve tanto destaque

 

Acompanhar os noticiários tem sido uma tarefa interessante. Em meio às informações factuais, uma pauta em especial ganha cada vez mais destaque: a Educação. Quando foi sancionado, em junho de 2014, o Plano Nacional de Educação (PNE) começou a discutir 20 metas que devem ser cumpridas até 2023. Entre os objetivos estão ampliar o acesso à educação, melhorar a qualidade do ensino e o plano de carreira dos professores. O brasileiro finalmente admite a necessidade de discutir tal tema, carro-chefe para o avanço da nação. E isso é sensacional.

Ao mesmo tempo, vejo com entusiasmo a iniciativa  que o Governo de Goiás está implantando na educação pública estadual. A gestão compartilhada  de escolas da rede é uma ideia que, se der certo, fará com que o Estado esteja um passo à frente dos outros e no foco da discussão nacional.

Está claro que a parceria com o terceiro setor  é uma proposta inovadora. A sociedade civil sendo chamada a compartilhar com o poder público a responsabilidade pela melhoria da educação não me parece algo a ser condenado. Muito pelo contrário. Mesmo porque já foi amplamente divulgado e a legislação garante que as escolas permanecerão públicas e gratuitas, com professores e diretores focados no plano pedagógico. Enquanto eles concentram suas energias no aprendizado do aluno, os assuntos administrativos, como manutenção da estrutura física e segurança, serão de responsabilidade das entidades parceiras.

Também está claro que o projeto vai garantir a permanência da gestão democrática – uma das metas do PNE e que já é realidade em Goiás desde 1999. O fato de a proposta inédita ser tratada pelo governo estadual com cautela e à base de muito estudo merece crédito por parte da sociedade. O experimento começará por 23 das mais de 1,1 mil escolas em Goiás. Ou seja: alcançando resultados favoráveis, a gestão compartilhada avança para outras unidades.

Nunca se falou tanto em universalizar a Educação. Na era Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), o clamor da sociedade girava em torno da democratização do acesso à educação básica. No governo Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010), o anseio estava diretamente focado no ensino superior. Agora a Educação é tratada sob o ponto de vista macro, e o PNE comprova isso, já que inclui metas para alfabetização; ensino especial (inclusão); educação em tempo integral, profissional, pós-graduação e, claro, formação e valorização do professor.

Ter qualidade na Educação é investir num futuro próspero, na certeza de profissionais qualificados e prontos para tocar o país por gerações. Mas isso começa ali, na sala de aula, e implica várias situações, como um ambiente agradável, escola limpa e acolhedora, professores preparados e com foco no planejamento e aprendizado dos alunos. É inconcebível imaginar que uma escola fique meses com parte do telhado cedendo, por exemplo, enquanto o processo licitatório para os reparos está em andamento. Entendo que as OSs podem trazer a solução para problemas pontuais como este, sem prejudicar o andamento das aulas.

Quanto às polêmicas em torno da lisura das OSs nas escolas, trata-se de uma questão simples de ser resolvida. Se a escola é pública, é responsabilidade pública o zelo por ela. Cabe a toda comunidade escolar, e também à sociedade civil como um todo, fiscalizar de perto o trabalho prestado pelo terceiro setor. Também acredito na atuação efetiva de órgãos estatais, incluindo aí o Ministério Público, para garantir que as OSs sejam uma experiência transparente e realmente capaz de transformar a Educação pública. Acho válida a proposta de mudança, especialmente levando em conta que o modelo é criteriosamente estudado e será aplicado na rede de forma cuidadosa.  Estou certa que todo mundo que tem um pouquinho de consciência sabe que a educação precisa mudar. Precisamos de novos mecanismos de gestão, de saídas modernas, novos estudos e experiências que apontem soluções para um tempo exigente como o que vivemos. Por que não tentar?

 

Autor: Teresa Cristina Ribeiro Costa –  jornalista e chefe da Comunicação Setorial da Secretaria de Educação, Cultura e Esporte – Seduce

 

Fonte: http://www.dm.com.br/opiniao/2016/01/a-educacao-nunca-teve-tanto-destaque.html

Inadimplência: o desafio das escolas para 2016

Em sua opinião, qual o principal desafio administrativo e financeiro das escolas? Dificuldade na captação de novos alunos? Desempenho financeiro e fluxo de caixa? Diferenciação em relação à concorrência? Essas questões são comuns a gestores de escolas de todo o país, mas o que mais preocupa, no momento, são os índices de inadimplência. Foi o que revelou o estudo O cenário da gestão escolar no Brasil, realizado pela Comunidade Internacional de Cooperação na Educação Mind Group. Seis em cada dez entrevistados incluíram esse item, além da conciliação dos diferenciais da escola e seus custos, em sua lista de elevado fator de preocupação para 2016.

A pesquisa contou com a participação de gestores de instituições de ensino de 19 estados do país. Foram coletadas 188 respostas, entre os meses de junho e agosto de 2015. O receio da inadimplência vem acompanhado por um olhar crítico a respeito da situação das escolas no próximo ano: apenas 18% veem 2016 como um ano mais positivo que 2015. Quase cinco em cada dez (47%) instituições entendem que o próximo ano será tão desafiador quanto 2015 e 35% acreditam que será ainda mais desafiador. A preocupação dos gestores escolares não ocorre por acaso. “As instituições de ensino precisam trabalhar com a premissa de que a crise econômica atingiu o país inteiro. E o desemprego deve atingir a todos os setores da economia, o que causa reflexos em todas as áreas”, explica Sérgio Itamar, professor de Finanças do Instituto Superior de Administração e Economia (Isae). “A situação do Brasil se chama crise porque atinge todo mundo. Nesse cenário, as pessoas privilegiam o pagamento de dívidas com juros maiores, como o cartão de crédito e o cheque especial”, ressalta.

O Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) divulgaram que o número de consumidores com contas atrasadas e registrados em cadastros subiu 4,6% no primeiro semestre de 2015 na comparação com o mesmo período do ano passado. De acordo com os dados, cerca de 40% da população adulta já deixa de pagar contas.

Como se planejar

Na opinião de Itamar, as escolas precisam ter em mente que a inadimplência – ainda mais em períodos de crise – nem sempre está relacionada à má administração de dinheiro, e sim à conjuntura do país. A fim de evitar problemas e tornar a gestão escolar mais simples, o professor sugere duas ações importantes: o treinamento dos funcionários quanto à legislação – para evitar indenizações por abuso na cobrança – e negociações individuais e personalizadas.

Negociação

Uma das orientações é a criação de comitês para gerir as negociações com os pais, visto que cada família terá uma situação financeira específica a ser contornada. “Não existe uma forma única de negociar, por isso a necessidade de avaliar cada negócio caso a caso”, diz Itamar. A orientação do especialista é para que as escolas chamem os pais para conversar sobre os pagamentos antes de ultrapassar os três meses de inadimplência. “Dessa maneira, é possível entrar em acordo antes que o pagamento se torne impossível de ser feito”, explica. Além disso, segundo o professor, é necessário ter atenção na forma de lidar com alunos inadimplentes. “Muitas vezes, existe a pressão para se obter resultados financeiros, e as escolas entram em desacordo com a legislação. É comum a escola ser a credora e ser processada por abusos”, alerta. Com o trabalho do comitê e as negociações, fica mais simples para a escola trabalhar de maneira preventiva o orçamento de 2016, podendo até mesmo negar matrículas em casos especiais.

O que não fazer

São duas as possibilidades para as escolas cobrarem os inadimplentes: execução judicial ou serviço de cobrança de crédito. No entanto, a orientação de Maristela Denise Marques de Souza, professora de Direito do Consumidor da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), é de que se prime pela negociação. “Trata-se da melhor forma para resolver conflitos”, afirma. E acrescenta: “Não se pode usar de artifícios que sejam contrários à lei, como impedir o acesso à sala de aula ou não enviar documentos do aluno para outras instituições em caso de transferência”. Entre a legislação que rege o assunto está o Código de Defesa do Consumidor, com foco especial para a área de prestação de serviços. “Se a escola tomar algum tipo de medida considerada abusiva ou arbitrária, o próprio código vai defendê-lo [o aluno]. A partir do momento em que a escola assume a responsabilidade de educar o jovem, deve prestar o serviço de maneira eficiente, mesmo que o consumidor esteja inadimplente”, orienta.

Atenção

A melhor maneira de coibir ações indevidas é se preparar previamente, ou seja, só tomar medidas de cobrança mais efetivas ao fim do semestre letivo. “As instituições não devem se precipitar, pois correm o risco de sofrer as demandas indenizatórias por danos morais”, pontua Maristela. De acordo com ela, as escolas – e grupo escolares – de maior porte costumam trabalhar de acordo com a lei, mas as de menor porte apresentam mais chances de pressionar os pais por uma maior necessidade financeira.

Este é apenas um trecho desta reportagem. O material na íntegra está disponível na edição de novembro de 2015

Escrito por Vinicius Boreki
Fonte: Gestão Educacional
(http://www.gestaoeducacional.com.br/index.php/especiais/negocio-educacao/1379-inadimplencia-o-desafio-das-escolas-para-2016)

Congresso de Gestão Educacional

 

Já está disponível a programação do 14° Congresso Brasileiro de Gestão Educacional que acontecerá de 30 de março a 1º de abril de 2016, no Hotel Maksoud Plaza, em São Paulo. O tema desta edição é “Superando Desafios – Gestão para resultados e oportunidades de crescimento”. O principal objetivo é trazer discussões que façam com que gestores e profissionais da educação saibam lidar com os impactos dos cortes orçamentários na área, tendo como prioridade manter a qualidade do ensino e da gestão educacional.

O evento terá como palestrantes o Maestro João Carlos Martins, no primeiro dia de congresso, e ainda contará com o Filósofo Mario Sergio Cortella abordando a necessidade de não se acomodar diante de momentos de crise. No segundo dia, será realizado o Segundo Fórum de Empregabilidade e Empreendedorismo do Aluno, que contará com a presença de Robert Wong, considerado um dos palestrantes mais inspiradores e requisitados do mercado nacional e internacional.

Ainda no dia 31 de março, acontece o Fórum dos Líderes Educacionais comandado pelo professor Eugenio Mussak, visto como um dos mestres em educação corporativa. Já no último dia de evento, haverá o 4° Colóquio de Práticas Bem Sucedidas em Gestão que abordará fatores importantes para melhoria e desenvolvimento da educação básica, técnica e do ensino superior, e contará com diversos palestrantes da área.

Entre os temas do congresso, estão: construção de uma nova escola, caminhos para a busca da excelência pedagógica, influência dos rankings dos vestibulares e do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no trabalho das instituições educacionais, como atender as expectativas dos jovens em relação ao ingresso no mercado de trabalho, oportunidades e ações para fazer frente à momentos de crise e, também, estratégias para profissionalizar a gestão.

As inscrições podem ser realizadas através do site da Humus, empresa que organiza o congresso, até o dia 22 de março. Os valores para participar do congresso variam de acordo com a data da inscrição dos participantes e das palestras a que desejam assistir. Há preços definidos até o dia 21 de janeiro, de 22 de janeiro até 23 de fevereiro, de 24 de fevereiro até 22 de março e, caso haja vagas, ainda poderá haver inscrições após o fim do prazo.

Os preços das palestras variam de R$55 a R$1.100. Há também pacotes promocionais para quem pretende assistir mais de uma palestra. Os valores variam de R$2.120 a R$3.030. O pagamento deve ser efetuado, em favor de Humus, no Banco Itaú ou no Bradesco. É possível verificar os valores definidos por palestra, data, horários, assim como os pacotes promocionais de forma detalhada no site do congresso.

Serviços
www.humus.com.br/geduc
Banco Itaú: Agência 0745, Conta Corrente 32696-7
Banco Bradesco: Agência 2272-1, Conta Corrente 14672-2

 

Por - Diego Santos - diego.santos@folhadirigida.com.br

 

Fonte: Folha Dirigida (http://www.folhadirigida.com.br/fd/Satellite/educacao/noticiario/-Inscricoes-para-Congresso-de-Gestao-Educacional-2000158681072-1400002102372)

Movimento incentiva professores a atuarem na criação da Base Nacional

 

Como uma forma de incentivar a participação de professores de todo o Brasil na construção do texto da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), o Movimento pela BNCC lançou uma campanha com conteúdos e informações destinados especialmente a educadores e demais interessados no debate. A ideia é incentivar o acesso ao texto preliminar da Base e receber comentários sobre a redação da mesma.

Até o dia 15 de dezembro, o documento estará disponível no site do Ministério da Educação (MEC). Qualquer pessoa, escola ou instituição pode acessar o portal, que oferece um conteúdo especial de “preparação para a discussão”, com cinco itens: o que é a Base Nacional Comum, suas propostas curriculares no país, biblioteca (com os documentos que resultaram de discussões sobre o direito a educação), últimas notícias e um vídeo de apresentação.

No site do Movimento pela Base Nacional Comum Curricular estão disponíveis materiais produzidos especialmente para professores e gestores, de modo a nortear como o assunto é abordado e debatido nas escolas. Na parte “Kit de mobilização”, o educador encontra apresentações, banners e vídeos que explicam a Base, qual é a sua importância para a educação e por que é importante participar da consulta pública. Entre os guias disponíveis estão materiais para apresentar a Base para seus coordenadores, diretores e técnicos; o que a sua secretaria pode fazer para mobilizar todos da rede; como a escola pode organizar leituras críticas da Base; um guia para fazer uma leitura crítica da Base, entre outros.

Para adicionar a contribuição, é necessário que o interessado faça um cadastro simples, informando nome, CPF, email, telefone e a sua ocupação (estudante, professor, responsável por Estudante da educação básica ou outro). Depois de cortar, acrescentar e comentar, basta enviar a proposta ao MEC.

Lançada no dia 16 de setembro, a primeira versão do texto da Base Nacional Comum Curricular tem como proposta apontar o que qualquer estudante, desde a educação infantil até o último ano do ensino médio tem o direito de aprender durante os anos da Educação Básica. Sendo uma das metas do Plano Nacional de Educação, a ideia é reunir em um único documento medidas e critérios que promovam qualidade e equidade na educação.

Sobre o Movimento

O Movimento pela Base Nacional Comum Curricular é formado por um grupo de pessoas e organizações que se reúne desde 2013. Seu objetivo é acelerar o processo de construção da Base e facilitar esse caminho a partir da divulgação de pesquisas e do estabelecimento de contato com professores, gestores, líderes da sociedade civil e todos os interessados na elaboração de um currículo nacional para o ensino brasileiro.

 

Fonte: EBC (http://www.ebc.com.br/educacao/2015/11/movimento-incentiva-professores-atuarem-na-criacao-da-base-nacional)

Cliente Secreto

 

Cresce o número de empresas que contratam avaliadores disfarçados para diagnosticar falhas no atendimento ao consumidor e nos produtos.

Prática tradicional no varejo, o cliente secreto, forma de avaliação criada nos EUA, nos anos 1920, vem experimentando um momento de crescimento no Brasil.

Agências que oferecem o serviço entrevistadas pela Folha afirmam que cada vez mais empresas pagam para saber exatamente, e com alto nível de detalhamento de relatórios, o que os consumidores pensam de seus serviços e produtos.

A OnYou, por exemplo, que atua nesse segmento desde 2007, viu aumentar em 70% a demanda por seus clientes secretos no último ano. E a maior parte desse crescimento, segundo José Worcman, 37, sócio e diretor da companhia, veio de empresas de médio e pequeno porte e franquias.

Para as empresas, o principal benefício é poder poder detectar e corrigir problemas com base na avaliação de alguém sem envolvimento emocional com o processo de compra e venda. E que observa pontos específicos, importantes na estratégia da companhia.

A Shopper Experience, pioneira na área no país, de 1989, tem aproximadamente 120 mil clientes secretos cadastrados, que visitam e avaliam desde quiosques de fast-food em rodoviárias a joalherias e lojas de automóveis luxuosos. “Você precisa ter clientes com todos os tipos de perfis se quiser poder avaliar todo tipo de empresa”, diz Stella Susskind, diretora da Shopper.

A rede de franquias Mania de Churrasco utiliza o serviço há dois anos. Alessandro Pereira, 40, um dos sócios da rede, relata que seus franqueados são entusiastas da ferramenta.

As 28 lojas da rede recebem até quatro visitas por mês de pessoas que se passam por clientes comuns e avaliam os mínimos detalhes de procedimento de atendimento dos funcionários. Além, é claro, dos pratos oferecidos.

Folha acompanhou o trabalho de V.T., 26, cliente secreta cadastrada pelo OnYou, em almoço em uma loja da rede. A companhia pediu para que a cliente não fosse identificada, a fim de evitar que seja reconhecida em uma avaliação futura.

Desde o minuto da chegada, V.T, já estava observando detalhes e cronometrando o tempo de atendimento.

“Eu preciso ter atenção até mesmo às frases que os atendentes têm de dizer, se eles estão oferecendo produtos adicionais, se estão sorrindo, falando entre eles, como lidam com falta de troco e outras situações como essas”, conta.

Dependendo da avaliação pedida e do tipo de estabelecimento ou serviço a ser avaliado, uma empresa pode pagar de R$ 150 a R$ 3.500 por cada visita.

Segundo Worcman, da OnYou, contudo, uma única análise não é suficiente para um diagnóstico preciso.

“É preciso pelo menos um ano de avaliação para um diagnóstico preciso, muito embora já seja possível uma leitura após cerca de quatro meses de trabalho”, afirma José Worcman, da OnYou.

VIGIAR SEM PUNIR

Especialistas do setor de varejo dizem que a prática pode ser benéfica para a empresa avaliar a qualidade de seus serviços e produtos, mas fazem a ressalva de que o cliente oculto não pode ser usado como forma de punição.

“Se você usar as visitas como base para punição, vai criar uma cultura do medo. As pessoas vão até trabalhar corretamente, talvez, mas pelas razões erradas, com medo de repreensão, e não pelo envolvimento positivo com o trabalho”, diz Richard Vinic, 44, consultor e coordenador dos cursos de marketing e vendas da FAAP.

Na rede de sorveterias Baccio di Latte, por exemplo, as avaliações são utilizadas no cálculo de bonificações e bônus dos funcionários.

“Ninguém jamais foi demitido por conta de uma avaliação ruim. Mas já aconteceu de implantarmos alguns tipos de treinamento diferentes com base nos relatórios de clientes ocultos”, conta Vassilis Evremidis, diretor de operações da rede. “Eu falo questão de ler cada um dos cerca de 60 relatórios que recebemos todos os meses”, diz.

Na Mania de Churrasco, se o ponto da carne vier correto na avaliação do cliente secreto, caixa e churrasqueiro são premiados automaticamente com R$ 50 cada.

Silvio Laban, coordenador dos cursos de MBA da Insper, ressalta que os funcionários precisam saber que a empresa contratou esse tipo de serviço.

“A transparência é fundamental, até para não passar a impressão de que se trata de uma armadilha e não se criar uma cultura de medo entre os funcionários”, diz. “Os funcionários não podem se sentir ameaçados. Precisam atender bem sempre porque é o serviço deles, e não porque têm medo de serem mal avaliados.”

Autor: Diego Iwata Lima

Fonte: Folha de São Paulo

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2015/10/1697682-cresce-procura-por-cliente-oculto-entre-pequenas-empresas-veja-como-funciona.shtml

A Grande Heresia do Simples

 

Em seu livro Tristes Trópicos, Lévi-Strauss descreve os seus colegas brasileiros: “Qualquer que fosse o campo do saber, só a teoria mais recente merecia ser considerada. (…) Nunca liam as obras originais e mostravam um entusiasmo permanente pelos novos pratos. (…) Partilhar uma teoria conhecida era o mesmo que usar um vestido pela segunda vez, corria-se o risco de um vexame”.

Cultivamos essa paixão pelas navegações intergalácticas e pelo modismo. Assim, acaba tudo muito complicado, inclusive na educação. Ouso arrostar a cultura nacional. Cometo a Grande Heresia do Simples: tento demonstrar que a educação brasileira precisa de um “feijão com arroz” benfeito, nada mirabolante, nada nos espaços siderais. Vejamos a receita que deu certo alhures.

A escola precisa de metas. E que sejam poucas, claras, estáveis e compartilhadas. Se cada um rema para o seu lado, o barco fica à deriva.

A escola tem a cara do diretor, o principal responsável pela criação de um ambiente estimulante e produtivo. Daí o extremo cuidado na sua escolha. Eleição por professores não será pior que indicação política? E, uma vez escolhido, o diretor precisa de autonomia, de par com cobrança firme do que for combinado.

Boa gestão é essencial. Nem empresas, nem paróquias, nem escolas se administram sem dominar os princípios e técnicas apropriados. Ademais, as secretarias não devem atrapalhar, criando burocracias infinitas.

O professor tem de dominar o assunto que vai ensinar e saber como dar aula. Infelizmente, as faculdades de educação acham isso irrelevante.

Prêmios e penalidades. De alguma forma, o bom desempenho do professor deve ser recompensado. E, se falhar, que venham os puxões de orelha. Por que a atividade mais crítica para o futuro do país é uma das poucas em que prevalece a impunidade.

Ensinou a teoria ou o princípio? Então, que sejam aplicados em problemas práticos e realistas. Diz a ciência cognitiva que sem aplicar não se aprende. Nova idéia? Então mostre sua conexão com alguma coisa que o aluno já sabe. Isso se chama “contextualizar”. Pelo menos, que não se ensine nada sem mostrar para que serve. Se o professor não sabe, como pode suceder na matemática, é melhor não ensinar. É preciso ensinar menos, para os alunos aprenderem mais. O tsunami curricular impede que se aprenda o que quer que seja. Ouve-se falar de tudo, mas não se domina nada. E como só gostamos do que entendemos, no ritmo vertiginoso em que disparam os assuntos, não é possível gostar e, portanto, aprender o que quer que seja.

Valores e cidadania se aprendem na escola, tanto quanto a matéria ensinada. Só que não no currículo ou em sermões, mas na forma pela qual a escola funciona. Escola tolerante e justa ensina essas virtudes. Aprende-se pelo exemplo da própria escola e dos professores. Tão simples quanto isso. Com bagunça na aula não se aprende. Foi o que disseram os próprios alunos, em uma pesquisa do Instituto Positivo (confirmada por outros estudos). A escola precisa enfrentar com firmeza a assombração da indisciplina.

Sem avaliação, a escola faz voo cego. Nossos sistemas de avaliação são excelentes. Mas ainda são pouco usados, seja pelos professores, pela escola ou pelas secretarias. É pena.

A tecnologia pode ajudar, não há boas razões para desdenhá-la. Mostra o Pisa: na mão dos alunos, produz bons resultados. Mas não é uma ferramenta para alavancar mudanças. Escola travada não vai mudar com computadores, tablets ou smartphones. Pior, dentro da escola, escoam-se décadas e ela continua um elefante branco, incapaz de promover avanços na qualidade. E aos pais cabe vigiar. Conforme o caso, apoiando ou cobrando.

O currículo é ler com fluência, entender o lido, escrever corretamente, usar regra de três, calcular áreas, volumes e um juro simples, ler gráficos e tabelas… Só depois de dominado isso podemos ir para as guerras púnicas, derivadas e integrais, reis da França, afluentes do Amazonas e a infinidade de bichinhos do livro de biologia.

Onde está a complicação? Fazer bem o “feijão com arroz” seria uma revolução no nosso ensino. Mas, para muitos, o simples é a Grande Heresia.

Autor: Claudio de Moura Castro – Economista

Fonte: Revista Veja – Edição 2448

Desafio é conseguir que os professores experimentem novos modos de trabalhar

 

Práticas envolvendo o lúdico, a interdisciplinaridade e a contextualização têm o potencial de melhorar a aprendizagem

 

“Professora, hoje não vai ter aula? É só brincadeira?” Perguntas como estas passaram a ser feitas por  alunos e pais desde o ano passado para professoras alfabetizadoras de Costa Rica (MS). Isso acontece graças às formações do Pnaic.

No pequeno município, que tem seis escolas na rede e 1.400 alunos de 1º a 3º ano, a adesão dos docentes ao Pacto foi de 100%, mas a mudança de postura frente à sala de aula ainda está em processo, conta Mara Silvia Barbosa, coordenadora do Pnaic na cidade. “Aceitar participar da formação foi tranquilo, mas a mudança de atitude por parte do professor levou cerca de um ano para começar”, afirmou. “No começo, essas perguntas incomodavam as professoras.”

Segundo Mara, as formações levaram os docentes a sair da zona de conforto, passar do papel de “dono da verdade” para mediador do aprendizado. “Leva um tempo para o convencimento de que aquela “bagunça” pode ser boa, de que com a brincadeira não se está perdendo tempo, mas ganhando”, disse. Para ela, contudo, mesmo que esse processo seja uma mudança ainda em curso, as crianças que estão hoje no primeiro ciclo do fundamental encontram uma alfabetização mais “humana” e adequada à idade do que os alunos que estavam na mesma série antes do Pacto.

Para Carolina dos Santos Vera e Silva, professora desde 2002 no município de Frei Miguelinho (PE), as formações foram boas para ela aprender a sistematizar o conhecimento do aluno e ter um olhar individual para cada um. “Sinto que eu ensinava, mas ficava sem amarrar. E, como a turma não é homogênea, tem níveis de conhecimento diferentes, preciso passar atividades diferentes. Não se pode dar uma aula única para todos, cada aluno tem sua necessidade”, afirmou.

As práticas de Carolina também passaram a ser mais interdisciplinares e contextualizadas. Ela montou, por exemplo, uma sequência didática de culinária, em que foram abordados conteúdos de ciências (alimentação saudável), matemática (gráficos e tabelas) e língua portuguesa (gênero textual: receita). A experiência foi tão produtiva que acabou integrando um livro de relatos da Universidade Federal de Pernambuco.

Práticas envolvendo o lúdico, a interdisciplinaridade e a contextualização não são exclusividade, porém, dos professores que participam do Pnaic. Professora há 20 anos, Clara Elena Jorquera trabalha atualmente na rede particular, no Colégio Ítaca, em São Paulo, e aproveita as vantagens de contar com uma escola bem equipada e com uma equipe que atua de forma integrada. “Gosto de chamar o professor de artes, de educação física, de música, para fazer um trabalho em conjunto. A gente parte da história de um livro e faz atividades em todas as áreas. Assim as crianças ficam muito envolvidas, dá resultado melhor do que algo fragmentado”, relata.

Fonte: Revista Educação - http://hom2.gerenciadordeconteudo.com.br/produtos/ESRE/textos/221/caminhos-possiveisdesafio-e-conseguir-que-os-professores-experimentem-novos-modos-363833-1.asp

Ciage Lança Novo Site como Etapa de Projeto de Expansão

Após um ano e meio com sua apresentação institucional ao mercado, o Centro de Inteligência, Análise e Gestão Educacional  ̶  Ciage, lançou um novo site dedicado à apresentação dos produtos e soluções para o setor educacional.

Com foco nos gestores de diferentes posições hierárquicas, desde docentes, coordenadores de curso, coordenadores pedagógicos, diretores, reitores e presidentes, o Ciage utiliza softwares e metodologias próprias, além da combinação de consagradas estratégias de gestão para oferecer indicadores, informações, dados e demais insumos para apoiar os processos de tomada de decisões.

Se no início o foco foi institucional, ou seja, para apoiar o processo de apresentação da empresa ao mercado, nesta etapa preparamos para o público um site com foco na apresentação das soluções disponíveis, além da prévia para o lançamento de dois produtos estratégicos.

Um desses produtos será comercializado diretamente pelo site, com opções de pagamento via boleto ou cartão de crédito. Junto dessas opções, o Ciage está preparando mais surpresas para o mercado: um modelo de vendas diferenciado para seu produto a ser comercializado via site e um produto de entrada, que facilitará o acesso a pesquisas e indicadores para todo o setor educacional.

Ambos lançamentos são complementares e oferecem alternativas para todo perfil e tamanho de instituições de ensino, bem como todo tipo de objetivos e demandas quando o assunto é captar informações sobre os serviços educacionais prestados.

Assim, da ferramenta mais básica à mais complexa, o Ciage ampliará suas opções de atendimento, oferecendo alternativas não só em termos tecnológicos e metodológicos, mas também em termos de usabilidade, custos e nível de complexidade das informações demandadas.

Os lançamentos estão previstos para acontecerem nos meses de outubro e novembro de 2015.

Buscar os mínimos detalhes para aumentar a qualidade da Gestão Educacional

O Brasil ocupa a 58° posição (dentre 65 países) no Pisa, um programa que mede a qualidade educacional, por meio da aplicação de avaliações de matemática, ciências e leitura para estudantes de 15 anos. No grupo das crianças com idade entre 10 e 14 anos, 13% possuem atrasos de mais de dois anos. Uma criança brasileira de 15 anos possui os conhecimentos de ciência e matemática de um pré-adolescente de Xangai. Esse mesmo aluno de 15 anos possui também o conhecimento de um aluno coreano de 11 anos, ou de um aluno canadense e americano de 12, ou de um aluno turco de 13 e até mesmo de um aluno chileno, mexicano ou tailandês de 14 anos.
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